Caril de Raia com Feijão Verde


O caril, nas suas mais variadas formas acompanha-nos sempre nas nossas ementas. De carne, peixe ou legumes. Com ou sem coco. Com mais ou menos especiarias.
Muitas vezes são a solução ideal para quando não sei bem o que fazer e quero um toque diferente para uma refeição.
Desta vez usei uma combinação que era o nosso jantar, mas que não necessariamente nesta forma. Tinha tirado a raia para o jantar mas estava para a fazer no forno, “confitada” em azeite e alho, e para acompanhar um feijão verde cozido que trouxe do mercado... Acabei por ter preguiça de ligar o forno, e o leite de coco que costuma haver quase sempre aqui por casa foi a inspiração do momento para um caril de raia com feijão verde que ficou bastante bom e foi uma refeição perfeita para um jantar a meio da semana.

Ingredientes para 2 pessoas:

400g de asas de raia limpas e cortadas em pedaços não muito grandes
2 tomates pequenos e maduros
1 cebola
2 dentes de alho
1colher de sopa de óleo de coco (ou outro óleo vegetal)
1 colher de sopa de pó de caril de boa qualidade
1 pedacinho de raiz de gengibre com cerca de 2cm
200ml de leite de coco (de lata)
sal e pimenta q.b.
picante a gosto (opcional)
200g de feijão verde arranjado

Preparação:

Numa picadora ou robot de cozinha coloque a cebola cortada em pedaços, o gengibre e os dentes de alho e triture bem.
Leve um tacho ou wok ao lume com o óleo e deixe aquecer. Junte a mistura de cebola e deixe começar a refogar. Junte depois o pó de caril e mexa bem para que as especiarias comecem a libertar o seu aroma. Acrescente depois o tomate cortado em cubinhos e deixe cozinhar uns minutos. 
Junte depois o leite de coco e retifique de sal e pimenta. Deixe levantar fervura e acrescente o peixe e o feijão verde já arranjado e partido ao meio, e deixe cozinhar até que o peixe esteja macio e o feijão verde cozinhado. Se gostar acrescente agora o picante a gosto, ou deixe que depois cada um se sirva na mesa.
Acompanhe com arroz basmati bem soltinho.


Bom Apetite!

Tacinhas de Bacalhau com Batata Doce e Natas


Regressar à nosso cozinha depois das férias é algo que adoro. Normalmente venho com mais inspiração e com mais vontade de cozinhar. Este ano isso não tem sido totalmente verdade. Ando ainda com pouca vontade de cozinhar - ou com dias sem grande vontade - e da cozinha saem coisas demasiado banais, mas que vão cumprindo o propósito de nos alimentar de forma equilibrada a todos.
Esta foi uma dessas refeições, que saiu com ingredientes banais, e para gastar um pacote de natas comprado com outro propósito, mas cuja validade estava mesmo no limite.
À espera que a verdadeira inspiração culinária venha, umas tacinhas de bacalhau que até ficaram bastante simpáticas! 

Ingredientes para 4 pessoas:

400g de bacalhau demolhado e desfiado
1 cebola
2 dentes de alho
1 alho francês pequeno
azeite q.b.
sal e pimenta q.b.
1 folha de louro
4 batatas doce médias
250ml de natas
queijo ralado q.b.

Preparação:

Descasque a cebola e corte-a em meias luas. Descasque os dentes de alho e pique-os finamente. Corte o alho francês em rodelas e lave-o bem para libertar todas as impurezas.
Leve um tacho ao lume com azeite e deixe aquecer. Junte a cebola, o alho e o alho francês e deixe refogar um pouco. Acrescente a folha de louro e deixe cozinhar um pouco até a cebola começar a ficar translúcida.
Junte depois o bacalhau e deixe refogar até estar cozinhado. Retifique de sal e pimenta.
Entretanto descasque as batatas e corte-as em cubos.
Leve-as a cozer até que fiquem macias e escorra-as bem.
Envolva depois as batatas à mistura de bacalhau e acrescente também metade das natas.
Divida a mistura pro quatro tacinhas que possam ir ao forno e regue com as restantes natas, polvilhando com um pouco de queijo ralado.
Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC, até que fique dourado.
Sirva com uma salada.


Bom Apetite!

Peixe ao Vapor com Molho de Maçã e Curcuma


Muito obrigada a todos os que no sábado estiveram na Feira do Livro da Figueira da Foz. Não estava à espera de tantas pessoas, e foi uma alegria ver tantos por lá. Acabou por ser um final de tarde muito divertido e agradável. É sempre bom conhecer os leitores e poder estar um bocadinho com eles e trocar algumas palavras e ideias e ver os amigos que acabam sempre por nos fazer uma surpresa.
O resto do fim de semana passou-se entre jantar com amigos para conhecer um novo restaurante, um almoço com outros amigos para colocar a conversa em dia e “matar” saudades, aproveitar os miúdos, ir às compras ao mercado da cidade, ver séries no descanso do sofá e também de fazer planos em família. Ainda houve tempo para visitar a tia, ir à missa,  tomar café com uns amigos e de receber outros em casa para um café e uma fatia de galette de figos e amêndoa.
Como estão a ver foi um fim de semana muito preenchido, que passou muito mais depressa do que todos gostaríamos.
E agora é receber a nova semana que começa hoje com uma receita muito saborosa!

Ingredientes para 2 pessoas:

2 tranches de peixe (pescada ou outro peixe branco a gosto)
1 maçã
1 cebola pequena
2 dentes de alho
100ml de vinho branco
1 colher de café de curcuma (açafrão das índias)
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.
100ml de natas

Preparação:

Tempere o peixe com sal e pimenta e coloque-o no cesto de vapor, dentro de uma panela com um pouco de água, para que este cozinhe a vapor.
Entretanto prepare o molho.
Pique a cebola e os dentes de alho finamente e leve ao lume com um pouco de azeite. Deixe refogar uns minutos e junte a curcuma. Entretanto descasque a maçã e corte-a em pedaços. Triture-a com a ajuda de uma varinha mágica ou robot de cozinha e acrescente a polpa da maçã à frigideira com a cebola deixando refogar mais um pouco.
Junte depois o vinho branco, reduza o lume e deixe evaporar, fervendo uns minutos. Acrescente depois as natas e retifique os temperos.
Sirva o peixe com o molho de maçã e curcuma e acompanhe com arroz branco e legumes cozidos.


Bom Apetite!

Galette de Figos e Amêndoas


Tal como no ano passado, o regresso de férias tem direito a receita com figos. Figos, que tal como os do ano passado vieram de casa da Tia Tilita, aquando da estadia do avô por lá. Se os anteriores acabaram numa memorável compota de figos com vinho do porto, estes não lhe ficaram atrás e depois dos que comemos, ainda sobraram alguns para esta maravilhosa galette - que é basicamente uma tarte de forma livre, sem ser necessário o uso de uma tarteira.
A combinação dos figos com a amêndoa é clássica, e o uso desta massa que mal leva açúcar torna o equilibrio perfeito. Além disso leva mesmo muito pouco açúcar - até porque os figos já são suficientemente doces - o que não a torna enjoativa como poderia parecer à primeira vista.
Uma sugestão para este fim de semana que, para já, se mostra bastante cinzento!

E já sabem que amanhã podem sempre ir até à Figueira da Foz, onde estarei pelas 17h30 para vos conhecer!



Ingredientes:

Massa:
250g de farinha 
1 colher de sopa de açúcar
1/2 colher de chá de fermento em pó
180g de manteiga fria 
80ml de água fria

Recheio:
60g de amêndoa (usei com casca)
50g de açúcar
8 figos
açúcar demerara para polvilhar (opcional)

Preparação:

Comece por fazer a massa no robot de cozinha. Junte a farinha com o açúcar e o fermento e misture bem. Acrescente a manteiga em cubos e ligue o robot, em velocidade baixa, deixando que a massa se vá formando de modo a que se assemelhe a migalhas grossas. Com o robot a funcionar, junte a água em fio e deixe que se forma uma massa lisa.
Retire a massa do robot e embrulhe-a em película aderente, formando um disco. Leve ao frigorífico pelo menos 30 minutos a repousar antes de usar.
Prepare o recheio. Triture as amêndoas com o açúcar até formar uma espécie de farinha fina. Reserve.
Lave os figos, seque-os e corte-os em fatias mais ou menos da mesma espessura.
Depois de repousar, retire a massa do frigorífico e estenda-a entre duas folhas de papel vegetal. de modo a obter um circulo com cerca de 30cm de diêmetro. Coloque a massa num tabuleiro - com o papel vegetal por baixo, e espalhe a mistura de amêndoa e açúcar sobre a massa, deixando uma borda de cerca de 4cm.
Por cima disponha os figos previamente cortados. Dobre depois as pontas da massa para cima dos figos e polvilhe tudo com um pouco de açúcar demerara (ou outro).
Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 40 minutos ou até a massa estar dourada e cozinhada.
Para uma sobremesa mais especial, sirva ainda morna com uma bola de gelado de baunilha.

Bom Apetite!


Bife com Molho Exótico e Amêndoas (receita também em video)


De volta das férias e de volta com as receita em video. Desta vez com uma sugestão um pouco mais exótica, mas igualmente saborosa. Porque sabe sempre bem variar dos sabores que conhecemos, e a comida é sempre um excelente veículo para nos aventurarmos em coisa diferentes.
Por aqui é uma receita habitual, que gosto de servir como uma entrada em jantares de amigos, e é perfeita para estes dias de calor. Espero que se sintam tentados a experimentar!



E aproveito para vos convidar para este sábado, dia 27 de Agosto, pelas 17h30 estarem comigo na Feira do Livro da Figueira da Foz onde, para além dos habituais autógrafos e da conversa, haverá também um pequeno atelier da culinária para quem se quiser juntar. Aparecem por lá!



Ingredientes para 2 pessoas:

1 bife grande (cerca de 300g)
sal e pimenta q.b.
1/2 nalagueta tipo chilli
1 pedacinho de gengibre fresco (2cm)
1/2 lima
1 molhinho de coentros frescos
2 colheres de sopa de óleo de sésamo tostado
amêndoas torradas q.b.

Preparação:

Tempere a carne com sal e pimenta e leve a grelhar numa chapa ou frigideira bem quente, de ambos os lados. Retire e deixar repousar.
Prepare o molho. Corte a malagueta em fatias finas e o gengibre em juliana fina, e coloque-os numa tacinha. Junte depois  o sumo e a raspa da lima. Acrescente os coentros frescos picados e o óleo de sésamo e misture bem.
Fatie finamente a carne e regue com o molho. Por cima disponha amêndoas torradas.
Sirva de imediato.


Bom Apetite!

Bolinhos de Peixe com Gengibre e Coentros


11 meses. O meu filho mais pequeno faz hoje 11 meses. Não pode ser. Ainda nasceu há tão pouco tempo e já tem 11 meses. Já vai fazer um ano?!?! Parem o tempo!
Eu não estou preparada para que o meu bebé esteja quase a fazer um ano. Eu não estou preparada para que o meu filho maior vá para a escola. Devia ser proibido os filhos crescerem tão depressa...
Além disso ainda não pensei em nada para assinalar o primeiro aniversário do António. E antes disso ainda temos os 3 anos do Zé Maria. 
Definitivamente o tempo passa a correr. E se bem pensamos nisso faltam 4 meses para o ano acabar - e 4 meses certinhos para o Natal!!! - e este foi mais um ano que passou muito, muito depressa.
Olho para os dias que faltam para este ano acabar, para as coisas que ainda têm de acontecer e pergunto-me se vai mesmo tudo sair dentro dos planos. Se vou - mais uma vez  - conseguir fazer tudo o que quero e, principalmente, como quero.
Respiro. Inspiro e expiro para ver se não “piro”. Ai o tempo que passa tão depressa.....

Ingredientes para 4 pessoas:

400g de peixe cozido e desfiado (usei pescada)
2 ovos
4 colheres de sopa de farinha
3 colheres de sopa de leite
1 dente de alho ralado
1 colher de chá de gengibre ralado
sal e pimenta q.b.
1 colher de sopa de coentros picados
sal e pimenta q.b.

Preparação:

Misture a farinha com o leite, os ovos batidos, o gengibre o alho e os coentros. Misture bem e acrescente depois o peixe desfiado e envolva bem, temperando com sal e pimenta a gosto.
Leve depois uma frigideira ao lume com um pouco de azeite ou óleo e frite colheradas de massa. Quando estiverem douradas de um lado, vire e frite do outro lado.
Escorra sobre papel absorvente e sirva com legumes salteados.


Bom Apetite!

Geladinhos de Morango e Melancia


É difícil de explicar esta paixão por cozinhar. De ir para a cozinha e fazer aquilo que a maior parte das pessoas trás dos supermercados. O pão, o iogurte, as bolachinhas, os sumos, os gelados. É difícil conseguir explicar esta paixão por estar horas na cozinha - seja de verão ou de inverno - e de ver as coisas que fazemos com as nossas mãos a ganhar forma. A deixarem de ser um conjunto de ingredientes para passarem a ser um bolo, um caril, uma sobremesa...
De pegar em farinha, fermento e água e passado umas horas termos um pão. De pegar em açúcar, ovos, farinha e manteiga e termos um bolo. 
É principalmente difícil de explicar a quem acho que é uma perda de tempo - ou quem diz que não tem tempo - porque é que o tempo que passamos na cozinha é tão maravilhoso e nos faz sentir quase mágicas, porque conseguimos transformar ingredientes em coisas boas de comer.
Também não conseguimos bem explicar o entusiasmo porque temos uma nova forma de bolos, porque finalmente descobrimos um ingrediente que queríamos muito, ou porque há uma nova loja de artigos de cozinha perto de nossa casa.
O entusiasmo com que recebo o senhor da transportadora de cada vez que chega com uma encomenda de algo que comprei - sabe-me sempre a natal e a abertura de presentes. Daquele entusiasmo de ter algo de tão desejado. Talvez só as pessoas que falam esta linguagem consigam percebam esta felicidade.
No dia em que o novo molde de gelados de pau chegou cá a casa, foi Natal em Julho. O entusiasmo foi tão grande que o molde foi imediatamente lavado e em minutos havia geladinhos no congelador com os ingredientes que havia cá em casa. Melancia e Morango e uns gelados que se revelaram irresistíveis.

Ingredientes para 8 gelados:

110g de açúcar
180ml de água
150g de Melancia (sem casca ou pevides)
150g de morangos
2 colheres de sopa de sumo de limão

Preparação:

Num tacho misture o açúcar com a água e leve ao lume, mexendo até dissolver o açúcar. Quando o açúcar estiver dissolvido, aumente a temperatura do fogão e deixe ferver cerca de 1 minuto. Retire do lume e acrescente o sumo de limão deixando arrefecer.
Corte depois a melancia em cubos e os morangos em pedaços e triture-os com a ajuda de uma varinha mágica até estar bem triturado. Acrescente depois a calda de açúcar e limão e envolva bem.
Verta depois a mistura nas formas de gelado (se não tiver formas de gelado utilize pequenos copos de plástico) tape e coloque o pauzinho.
Leve ao congelador cerca de 5 horas antes de servir.
Para servir desenforme os gelados (se necessário passe o molde por água quente) e sirva de imediato!


Bom Apetite!

Pota na Frigideira com Alho e Coentros


Já de volta! As férias acabaram e voltamos a casa.
É altura de tentar encontrar as rotinas que ficaram esquecidas. De organizar as roupas. De ir às compras e de retomar as ementas semanais.
É altura de começar a preparar o meu filho mais crescido para a mudança que aí vem. Setembro está à porta, e o primeiro de escola a chegar. Para uma criança habituada a estar em casa, com a mãe ou com os avós será um grande desafio, e uma “prova” a superar que sabemos que, ao início, nos vai custar a todos. Mas ele está a crescer e a precisar de outros desafios e de outro convívio, regras, amigos e estímulos que nós já não conseguimos dar.
E com a nostalgia de quem regressa de férias, retomamos as receitas ainda de sabor a verão!

Ingredientes para 2 pessoas:

400g de tiras de pota
4 dentes de alho
4 colheres de sopa de azeite
1 limão
sal e pimenta q.b.
2 colheres de sopa de coentros frescos picados

Preparação:

Corte as tiras de pota em pedaços mais pequenos e coloque-os numa taça. Tempere depois com sal, pimenta e o sumo de limão e deixe a marinar.
Descasque os dentes de alho e lamine-os. Leve uma frigideira ao lume com o azeite e acrescente os dentes de alho. Deixe aquecer e junte os pedaços de pota bem escorridos da marinada e deixe saltear em lume forte até que comecem a dourar. É uma questão de poucos minutos até ficarem prontas (se as deixar ficar tempo demais ficam borrachosas e duras!)
Junte depois os coentros frescos picados, envolva bem e sirva de imediato com batata cozida e salada de tomate.


Bom Apetite!

Farófias de Microondas com Curd de Limão


Já tinha ouvido falar das farófias feitas no microondas, mas ainda não me tinha dado para experimentar. Até porque não é de todo uma coisa nova. Mas há uns anos atrás, quando estiveram mais “na moda”, não me deu para fazer e entretanto a ideia passou-me completamente.
Entretanto, em conversas culinárias com amigas, daquelas conversas sobre o que andamos a cozinhar, o que temos feitos de diferente nos últimos tempos, ... a minha amiga Joana fala-me das farófias de microondas com curd de limão que tinha feito. Pois bem. Soaram campainhas na minha cabeça. Quis logo saber tudo acerca das farófias de microondas. E tinha curd de limão. E assim fiz uma sobremesa em 30 segundos... (Vá 1minuto e meio, que tive de bater as claras em castelo e montar a sobremesa!)
Pois bem, as farófias no microondas ficaram mais do que aprovadas, e, com leite creme por baixo e polvilhadas com canela, como fazia a minha avó devem ficar igualmente saborosas. Esta versão é melhor para estes dias, porque é uma sugestão mais fresca, e o curd de limão, para quem gosta, dá um maravilhoso aroma!
A experimentarem! 

Ingredientes para 4 pessoas:

Para as farófias:
2 claras
4 colheres de sopa de açúcar 

mirtilos para decorar (opcional)

Preparação:

Coloque as claras numa taça e bata-as até começarem a ficar firmes. Junte depois o açúcar e bata mais um pouco até incorporar bem o açúcar.
Coloque colheradas de claras num prato, devidamente separadas, e leve ao microondas, na potência máxima, 30 segundos. Retire do microondas e deixe arrefecer um pouco.
No fundo de umas taças ou copos coloque umas colheradas de curd de limão. Coloque 2 farófias em cada copo e cubra com mais um pouco de curd de limão e termine com uns mirtilos ou outro fruto vermelho a gosto.
Guarde no frigorífico até servir.


Bom Apetite!

Pernil Assado em Forno Lento


Para a maioria das pessoas verão não rima com assados lentos no forno. Mas cá em casa o forno é um eletrodoméstico que não associamos a nenhuma estação em particular, pois utilizo o ano todo. Claro que custa mais fazer assados no forno durante os meses quentes, principalmente se são demorados, porque o calor que se faz sentir nas nossas casas só aumenta.. Mas neste caso a gulodice falou mais alto, e a necessidade de experimentar este pernil crocante, quase quase a parecer leitão, fez com que a questão do calor fosse completamente posta de lado.
Como é uma carne mais gorda, um acompanhamento fresco resulta muito bem, como uma coleslaw ou até uma simples salada de tomate e manjericão. E é uma receita de que certamente todos vão gostar e, apesar das demoradas horas de forno, uma receita que não dá trabalho nenhum e se faz realmente sozinha.
Se não a querem fazer agora, guardem-na então para preparar nos meses mais frios. Mas guardem mesmo porque é deliciosa e suculenta e uma maneira fantástica de cozinhar cortes de carne mais baratos e menos nobres e de ter uma refeição digna de receber os amigos e a família.


Ingredientes para 2 pessoas:

1 pernil com cerca de 1,2 Kg (Não se esqueça que a maior parte é osso!)
sal q.b.
alecrim fresco q.b.
azeite q.b.

Preparação:

Com uma faca bem afiada golpeie a pele em tiras com cerca de 1cm de intervalo.
Tempere depois com sal grosso e com as folhinhas de alecrim previamente picadas, e um fio de azeite. Esfregue bem para que os temperos entrem na carne e entre as tiras da pele que cortou.
Leve depois o pernil ao forno previamente aquecido a 220ºC - sem juntar mais nada -, durante 1h30. Ao fim desse tempo reduza o forno para 150ºC e deixe cozinhar mais 1h30.
O objetivo é que a pele fique bem crocante - e sim, é para comer!- e a carne macia, a separar-se do osso sem dificuldade depois de retirarmos do forno. (Se o pernil for maior, poderá necessitar de mais tempo no forno a 150ºC)
Sirva com acompanhamentos a gosto, como uma salada de tomate e manjericão, e uma salada de coleslow de couve branca, hortelã e maçã verde.


Bom Apetite!

“Lasanha” de Courgete com Bacalhau e Alho Francês


Com a mudança de casa, e o facto de agora ter um pequeno jardim, aproveitei um canteiro ao longo do jardim para o transformar numa mini-horta. Temos morangos, alfaces e tomate cereja, espinafres, pimentos e beringelas e também coloquei uns pés de courgete. Mas as nossas courgetes não vingam... Ou seja começam a crescer, e quando começam a ter cerca de 10 cm, começam a murchar e a amarelecer. E portanto nunca conseguimos colher nenhuma.
Mas valem-me os amigos que têm courgetes - e muitas - e não sabem o que lhes fazer. O Nuno, que me trouxe uma gigante, e o Paulo e a Cláudia que partilham connosco as muitas courgetes que o pai do Paulo tem tido.
Portanto, não têm faltado courgetes por aqui, e há que as utilizar das mais variadas maneiras. Desta vez acabaram como “folhas” de lasanha, numa receita que apesar de ser um pouco diferente, fica muito boa, saborosa e leve, óptima para dar conta do excesso de courgetes.
Experimentem que vale a pena!

Ingredientes para 4 pessoas:

2 courgetes médias
400g de migas de bacalhau demolhadas
2 cebolas
1 alho francês grande
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.
3 dentes de alho
1 folha de louro
queijo ralado q.b. (usei mozarella)

Preparação:

Descasque as cebolas e corte-as em rodelas finas. Corte também o alho francês e lave-o bem para que liberte todas as impurezas.
Descasque as courgetes e corte-as no sentido do comprimento em tiras finas, e tempere-as de sal e com um pouco de azeite. Reserve.
Leve um tacho ao lume com a cebola em rodelas, o alho francês, a folga de louro, os dentes de alho picados e um pouco de azeite. Deixe refogar um pouco, até que diminua de volume e comece a ficar translúcido e acrescente depois as migas de bacalhau bem espremidas. Deize cozinhar durante alguns minutos, até que o bacalhau esteja cozinhado. Retifique de sal e de pimenta.
Leve uma chapa ou um grelhador ao lume e deixe aquecer bem. Cozinhe depois as fatias de courgete de ambos os lados até que fiquem macias. Reserve.
Para montar a “lasanha”, comece por colocar um pouco da mistura de bacalhau no fundo de um  pirex. Coloque depois umas fatias de courgete cozinhada, repita com mais bacalhau e mais fatias de courgete, até esgotar os ingredientes e acabando com fatias de courgete. Cubra depois com o queijo ralado e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC até que o queijo derreta e fique ligeiramente dourado.
Sirva com uma salada.


Bom Apetite!

Crepes com Creme de Abóbora e Requeijão


As receitas sem carne e sem peixe continuam a fazer religiosamente parte da nossa ementa semanal. Tenho descoberto novas combinações de ingredientes, novos ingredientes e ao que parece todos cá em casa continuam a gostar desta já habitual refeição.
A receita de hoje, além de ser uma dessas receitas - sem carne ou peixe - é também uma resposta à querida leitora que me enviou um simpático mail com pedidos especiais de receitas sem glúten e sem laticínios. Pedia-me se tinha ou conhecia alternativas de massas de crepes sem leite ou farinha de trigo, pois gostava muito e tinha deixado de comer por causa de uma alergia alimentar que recentemente descobriu. Lembrei-me destes crepes diferentes e alternativos, que já tinha experimentado e que me parece ser a resposta, além de serem muito bons e podem ser preparados para todos sem a necessidade  - muitas vezes desnecessária - de fazer em versão normal para os restantes membros da família.
Quanto ao recheio é só inventar. E uma vez que a leitora só pedia uma massa de crepe sem laticínios, o recheio leva requeijão. Dos maravilhosos requeijões feitos pela prima Isabel, que numa combinação mais clássica comemos com doce de abóbora. Aqui com puré de abóbora para uma versão mais “salgada”, mas também adocicada como fica sempre a abóbora de cada vez que é assada no forno.
Duas pequenas dicas a esta receita. Podem obviamente usar uma massa de crepe mais convencional. E podem sempre aproveitar para assar a abóbora num outro dia em que liguem o forno para fazer outra coisa, e guardar o puré de abóbora já triturado dois ou três dias no frigorífico antes de usar nesta receita.
E aproveito também para responder a uma outra leitora que me pergunta o que come o meu filho mais velho quando eu faço estas coisas. Pois bem: o Zé Maria come exatamente a mesma coisa. Neste dia também comeu, depois do habitual prato de sopa, crepe recheado com puré de abóbora que depois enrolei e cortei em fatias fininhas. No prato havia ainda rodelas de pepino e tomate cereja cortados ao meio e no fim fruta. E se não tivesse comido tinha ficado mais leve. E certamente que tinha comido melhor no dia seguinte. Porque nesta coisa de os miúdos comerem o que vem para a mesa há dias e dias!

Ingredientes para 10 crepes:

4 ovos
1/2 chávena de polvilho azedo ou doce (o que se usa para fazer pão de queijo)
3/4 chávena de leite de coco
30ml de azeite
sal q.b. 

Recheio:
250g de abóbora limpa (de preferência abóbora manteiga ou abóbora hokkaido)
1 pé de tomilho fresco
azeite q.b.
1 requeijão de Seia
raspa de limão q.b.

Preparação:

Corte a abóbora já sem pevides e sem casca em cubos não muito grandes, coloque o tomilho por cima e regue com um fio de azeite. Leve a assar em forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 45 minutos ou até a abóbora estar macia e as pontas ligeiramente caramelizadas. Retire do forno, deixe arrefecer um pouco e triture com a varinha mágica até obter um puré cremoso. Reserve.
Esmague o requeijão até obter uma pasta cremosa e junte-lhe um pouco de raspa de limão. Reserve.
Para os crepes, junte os ovos com o polvilho, o leite de coco, o azeite e tempere de sal. Bata com uma vara de arames até obter uma mistura homogénea e cremosa. Coloque uma frigideira anti aderente ao lume e deixe aquecer bem. Coloque um pouco da massa, deixe cozinhar e vire para o outro lado. Retire o crepe e coloque-o num prato. Repita até esgotar todos os ingredientes. (Se preferir, poderá fazer uma receita mais convencional de crepes.)
Recheie depois cada um dos crepes com um pouco de puré de abóbora e com requeijão e dobre-os ou enrole-os. Salpique depois com umas folhas de hortelã ou rucula e umas amêndoas torradas laminadas, se gostar.
Sirva com uma salada verde.


Bom Apetite!

Compota de Courgete, com Gengibre e Canela


Um destes dias o meu amigo e vizinho Nuno apareceu-me cá em casa de menino nos braços. 3.3 Kg de courgete - maior do que qualquer um dos meus filhos à nascença. Assim que a vi sabia que iríamos ter uma história para contar. Soube desde logo que a courgete ia acabar em compota com uns aromas especiais.
Passados uns dias coloquei mãos à obra. Mais de 3 quilos de courgete não são tarefa fácil, mas lá dei conta do recado, descasquei, tirei sementes e interior de abóbora, ralei e lá acabou na panela com canela, gengibre e açúcar, para depois ferver e ficar pronto encher frasquinhos e assim poder dizer que os cabazes de natal começam a ganhar forma.
E se não estão de férias, se têm courgetes, gostam de cozinhar e se não têm nada mais de especial para fazer, deixo-vos esta sugestão.
E não fiquem na dúvida quanto à compota de courgete. Se gostam da tradicional compota de abóbora também gostam desta!

Ingredientes:

1 kg de courgete - peso da courgete descacada e sem pevides
650g de açúcar
1 colher de sopa de gengibre fresco raaldo
1 pau de canela
1 colher de chá de canela em pó

Preparação:

Rale a courgete, já sem casca, sem pevides e sem o interior esponjoso e coloque numa panela grande. Junte o açúcar, a canela em pó, o pau de canela e o gengibre ralado. Misture bem e leve a lume brando.
Vá mexendo de vez em quando, deixando a compota ferver em lume brando até estar no ponto desejado. Para isso deverá fazer um pequeno teste colocando um pouco de compota num pires. Deixe arrefecer um pouco e passe o dedo pela compota. Se abrir uma “estrada”, o doce está pronto. Se não deixe ferver mais um pouco. (Para estas quantidades, o doce deverá demorar cerca de 1hora, 1h15).
Coloque o doce ainda quente em frascos de vidro previamente esterilizados, e feche-os de imediato. Vire os frascos de cabeça para baixo durante cerca de 30 minutos. Ao fim desse tempo poderá voltar a colocar os frascos na posição original, etiquetar e arrumar num local fresco e seco até consumir.


Bom Apetite!

Espetadinhas de Camarão com Maionese de Manjericão


Às vezes perguntam-me o que prefiro cozinhar. Tem dias. Depende para quem estou a cozinhar. Depende também muito da minha disponibilidade temporal, fisica e mental. 
Mas sempre gostei de fazer entradas, principalmente finger food, porque acho piada a esse conceito, não que tenha mais jeito para isso, mas apenas porque é uma das coisas que gosto mais de comer.
Gosto particularmente de com ementas muito simples - como os churrascos, assados, ou daqueles pratos familiares para muita gente como o arroz de pato ou o bacalhau com natas - dar asas à imaginação e fazer umas entradas diferentes e mais elaboradas. Até porque me permite cozinhar com ingredientes que outros possam não gostar, porque no meio de vários opções consegue-se agradar a todos, e não estou tão limitada nos ingredientes que posso ou não usar.
Nessa perspetiva as entradinhas são sempre algo que me dá imenso gozo fazer. E nessas alturas, em que estou inspirada saem umas coisas assim, simples, gulosas e saborosas que agradam a todos e fazem sempre um brilharete.
(E uma nova versão de maionese também feita com a varinha mágica mas que consegue ser ainda mais simples e rápida, e que aprendi nesta nova temporada - a oitava - do Masterchef Australia com o Matt Preston!)

Ingredientes para cerca de 8 espetos:

250g de miolo de camarão calibre 80/100 (descongelado)
sal e pimenta q.b.
1 colher de chá de alho em pó
piri-piri moído q.b.
sumo de limão
azeite q.b.

Para a maionese de manjericão

10g de folhas de manjericão fresco
1 ovo
125ml de óleo de girassol
sal e pimenta q.b.
sumo de limão (cerca de 1 colher de sobremesa)
1/2 colher de chá de mostarda de Dijon

Preparação:

Escorra bem o camarão e coloque-o em espetos de bambu, fazendo carreirinhas direitas. Tempere depois os espetinhos com sal, pimenta, sumo de limão, alho em pó e o piri-piri moído. Deixe a marinar.
Para a maionese, coloque no copo alto da varinha mágica o ovo inteiro, as folhas de manjericão, a mostarda de Dijon, o sumo de limão e tempere com sal e pimenta. Junte todo o óleo de uma vez só. Coloque depois a varinha mágica sobre a gema e ligue a varinha. Comece apenas a subir com a varinha, aos pouco e poucos, quando a parte de baixo ficar devidamente emulsionada, até que quando chegar ao cimo terá toda a maionese emulsionada e perfeita.  (nesta versão de maionese, não se vai fazendo o movimento para cima e para baixo, mas apenas se vai puxando a varinha para cima à medida que se emulsiona. Quando chegar ao cimo terá a maionese no ponto perfeito!) Coloque a maionese numa tacinha e coloque no frigorífico até servir.
Leve depois uma chapa ou grelhador ao lume e deixe aquecer bem. Coloque as espetadinhas de camarão, deixe cozinhar de um lado, vire e deixe cozinhar do outro. As espetadinhas não demoram mais de 30 a 40 segundos de cada lado - se usarem estes camarões pequeninos.
Sirvas as espetadinhas com a maionese de manjericão.


Bom Apetite!

Leite de Aveia e um “Iogurte” de aveia e fruta para o António


Já falei aqui vezes suficientes acerca da alimentação dos meus filhos e das escolhas que fiz. O facto de evitar ao máximo alimentos processados e principalmente de retardar ao máximo a entrada do açúcar na alimentação do Zé Maria. O Zé tem agora quase 3 anos. Continua sem saber o que são guloseimas: chocolate, gomas, chupas, bolachas recheadas, gelatinas, pipocas, bolo de pastelaria, cereais de pequeno almoço. Mas já comeu bolo caseiro, feito pela mãe e bolacha tipo maria oferecida pela prima Teresa, e come panquecas ou gelados de fruta que eu faço e sem adição de açúcar a não ser o natural da fruta ou dos alimentos utilizados. Porque há muitas boas alternativas! Sempre disse que não era uma questão de fundamentalismo, mas sim de introduzir o mais tarde possível o açúcar para que o leque alimentar fosse diferente e mais diversificado. Vai agora para o Jardim de Infância e sei vou deixar de controlar tudo. Faz parte. 
Entretanto estamos na fase de diversificação alimentar do António, já com quase 11 meses. Claro que nunca lhe dei papa açucarada - dou de preferência para feita em casa com aveia, farinha de espelta, arroz, milho, trigo sarraceno ou centeio, juntamente com fruta para adoçar, umas raspinhas de limão ou canela e o leite dele. Em algumas ocasiões em que fazer a papa ao fogão é impossível, há boas opções no mercado de papas sem adição de açúcar: sou fã da Holle (e entretanto descobri outra marca semelhante a ninolac), que além de não ter adição de açúcar é biológica. É mais cara, mas é de uso ocasional, portanto não me faz grande diferença.
Mas agora está calor, e tenho-lhe dado em alternativa à papa do lanche da tarde uma espécie de iogurte. Eu sei que há pais que introduzem o iogurte antes dos 12 meses. No nosso caso, e em conformidade com o pediatra, os laticínios como o iogurte e o queijo só são introduzidos com 12 meses, e o leite de vaca “normal” com 2 anos. Sendo assim, como ainda não damos iogurtes - e sempre naturais - tentei arranjar uma “alternativa”. Lembrei-me de leite de aveia, uma vez que é um alimento que já tinha introduzido e das “overnight oats”, e tentei arranjar uma alternativa e que lhe pudesse dar uma alternativa à papa. Tenho feito nos últimos meses, e ele tem gostado bastante, pelo que deixo a receita, não só para quem queira introduzir nos miúdos, mas também por todos aqueles que são, infelizmente, intolerantes ou se sentem desconfortáveis com os laticínios.
Mesmo que não façam os “iogurtes” de aveia, a bebida de aveia é bastante agradável em alternativa ao leite para batidos, smothies ou até com café. Pessoalmente gosto de preparar as papas de aveia com este “leite”, pois ficam ainda mais cremosas. Claro que se não gostam de aveia não vão gostar muito desta bebida. Sabe a aveia!!



Ingredientes para o “leite” de Aveia:

125g de flocos de aveia (de preferência biológicos)
750 ml de água

Para 1 “iogurte” de aveia e Fruta:

50ml de leite de aveia
1 peça de fruta (pêssego, banana, alperces, maçã ralada....)
2 colheres de sopa de farinha de aveia  (flocos de aveia triturados)

Preparação:

Para o leite de aveia. Coloque os flocos de aveia numa taça e acrescente o dobro de quantidade de água. Deixe ficar de molho cerca de 8 horas, ou de um dia para o outro. 
Ao fim desse tempo escorra os flocos de aveia e passe-os por água limpa. Acrescente os 750ml de água e triture no robot de cozinha ou com a ajuda de uma varinha mágica.
Deixe depois a escorrer num passador forrado com gaze até obter um “leite” pastoso, espremendo bem. Guarde numa garrafa no frigorífico onde aguenta cerca de 3 dias.

Para os “iogurtes”, coloque a fruta descascada e o leite e triture bem. Acrescente a farinha de aveia (se quiser poderá juntar raspa de limão ou até canela em pó) e misture bem. Coloque num frasco de vidro esterilizado ou num copo e deixe ficar de repouso durante a noite. No dia seguinte está pronto a comer. Não dá para fazer para vários dias. Normalmente faço à noite para o dia a seguir - como se fossem “overnight oats”.


Bom Apetite!

Pescada à Brás com Alho Francês e Batata Doce e o Chefs à Pesca


Há cerca de um mês fui convidada para um passeio no estuário do Tejo. O convite foi feito pela aptece - Associação Portuguesa de Turismo de Culinária e Economia, que lançou um projecto, o “Portugal Figura de Proa” com o objetivo de elevar o posicionamento do peixe e da gastronomia portuguesa. A primeira acção deste projeto, foi a criação da “Rota do Peixe Português”, que foi dada a conhecer através do evento “Chef´s à Pesca”, a bordo do varino “O boa viagem”, e que pretende afirmar o peixe e mariscos nacionais como produtos de excelência e qualidade. Eu que tanto falo no “consumir português” não poderia estar mais de acordo com esta iniciativa!
O evento, que para além do passeio de barco tinha ainda uma degustação a bordo, de uma maravilhosa e tradicional caldeirada à fragateiro, preparada pelo Chef Luís Barradas e os seus convidados. E em terra houve ainda tempo para ostras e os deliciosos vinhos da Adega Mayor. Normalmente não vou a este tipo de “eventos”: moro em Coimbra, tenho ainda a preocupação de ter de deixar os miúdos com os pais ou sogros - que apesar de os adorarem e adorarem ficar com eles têm também as suas vidas, e há sempre a deslocação - distância, tempo e custos a considerar. Mas há convites que não são para recusar e dias não são dias. Desta vez fui e não me arrependi. Pelo contrário! Foi um passeio de barco maravilhoso. Conversa boa. Um pôr de sol a bordo maravilhoso. Uma caldeirada no ponto. As melhores sardinhas do ano. E uma experiência diferente que valeu a pena.
Soube-me bem espairecer, numa altura em que o corpo já nos pede férias do cansaço acumulado do ano. Foi bom conhecer novas pessoas, falar de comida, comer bem e de forma descontraída, e ficar a saber mais acerca de peixe e desta rota que qualquer pessoa poderá fazer e assim conhecer mais acerca deste produto tão nosso e que nos torna os principais consumidores de peixe da Europa.













Ingredientes para 2 pessoas:

4 postas de pescada (as postas que usei não eram muito grandes)
1 alho francês grande
1 cebola
1 folha de louro
azeite q.b.
3 batatas doce (de polpa branca)
3 ovos
salsa picada q.b.
sal e pimenta q.b.

Preparação:

Comece por cozer as postas de pescada em água com sal. Assim que estiverem cozidas, retire-as, e limpe-as de peles e espinhas. Reserve.
Descasque as batatas e corte-as finamente - como batata palha. (Eu usei a mandolina Borner, mas podem fazê-lo cortando as batatas o mais finamente que conseguirem). Frite depois as batatas em óleo ou azeite quente ou, se preferir leve-as ao forno depois de regadas com um fio de azeite, até que fiquem cozinhadas.
Entretanto corte a cebola em meias luas, e o alho francês em rodelas finas (não se esqueça de lavar bem o alho francês para o libertar de toda a terra).
Leve um tacho ao lume com um pouco de azeite e acrescente a cebola, o alho frances e a folha de louro, deixando refogar até que a cebola e o alho francês fiquem macios. Acrescente depois a pescada desfiada e tempere de sal e pimenta. Envolva depois a batata.
Mesmo antes de servir bata os ovos e envolva-os na mistura anterior em lume muito baixo, para que ovos fiquem cremosos e não pareçam ovos mexidos.
Coloque depois no prato de servir e salpique com a salsa picada.
Sirva com uma salada verde.


Bom Apetite!

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