Tirinhas de Frango Marroquinas com Salada de Couve, Cenoura e Hortelã


Não há nada como uma mesa bonita e bem posta. Seja para receber os amigos, seja para as refeições da semana. E cá em casa, mesmo com os miúdos que sujam muito, mesmo com refeições às vezes entre birras e colheres atiradas contra a mesa ou contra o chão, sopa cuspida ou choro de “não gosto disso”, há sempre uma mesa cuidada.
Antes do miúdos havia individuais que, por mais que goste de os usar, reconheço que se tornam muito pouco práticos com eles. Agora opto por toalhas, lisas, estampadas e até bordadas, daquelas que havia no meu enxoval (sim, fui daquelas que teve enxoval completo numa arca de madeira, e que recebia na Páscoa, aniversário e no Natal, da madrinha e da avó Cila, coisas para o enxoval). Usamos também guardanapos de pano, a condizer com a toalha ou com os individuais. Com argolas bonitas ou em sacos de guardanapo.
Uso pratos brancos - os que ando a usar agora devem ter mais de 50 anos -  e copos transparentes. E gosto depois de “decorar” a mesa com bonitas taças, travessas e afins, que tenho de mil e um tamanhos, cores e feitios. Sou completamente viciada em louça de servir e não resisto a peças que considere bonitas e em conta!
E na nossa mesa não há comida em tachos (a excepção é feita para coisas como arroz de cabidela, ou para as cataplanas....) Nada contra, mas já em casa dos meus pais se contam pelos dedos das mãos as vezes que um tacho é colocado na mesa. Talvez por isso, também não goste de o fazer em minha casa. E por isso dou muito uso a todo o tipo de louça de servir que vou comprando. E gosto, gosto mesmo muito de me sentar a uma mesa bonita, com louça bonita. Dá-me alegria! E devemos estar sempre rodeados de coisas que nos fazem sentir bem e felizes.
E compro em quase todo o lado. Das mais baratas de refugo, a coisas mais perfeitas e de marcas conhecidas. Desde que alguma coisa me chame a atenção e tenha um preço justo, dificilmente não a trago comigo. Tem sido portanto muito difícil fazer compras no Continente, porque a marca KASA tem sempre peças muito giras. Dificilmente consigo ir às compras sem passar pela secção das coisas de casa, e há sempre algo mais que me chama a atenção. Há umas semanas comprei uns copos lindos para substituir uns que se foram partindo cá em casa. E apesar de estar só para trazer copos, umas travessas pequenas e amorosas, azuis turquesa com pintinhas deixaram-me encantada. E mais uma vez não resisti.
Com peças bonitas para colocar na mesa - e que também podem ir ao forno - quem é que resiste a levar tachos para mesa? Digam lá se rodeados de coisas bonitas (e uma família que amamos) não nos sentimos todos muito mais felizes?

Ingredientes para 2 pessoas:

2 peitos de frango
1 limão
2 dentes de alho
sal q.b.
1 colher de sopa bem cheia de Ras- al- Hanout (se não conseguirem encontrar a mistura já feita podem fazer em casa a partir desta receita: https://www.bbcgoodfood.com/recipes/3161675/ras-el-hanout-spice-mix)

Salada de Couve
1/2 couve coração pequena
1 cenoura
1 pernada de hortela fresca
sumo de limão
azeite
sal q.b.

Preparação:

Corte os peitos de frango em tiras não muito finas e coloque-as num recipiente. Tempere depois com um pouco de sal, os dentes de alho esmagados, o sumo de limão e com o Ras-al-hanout. Misture bem e deixe a tomar gosto algumas horas ou de um dia para o outro.
Aqueça depois uma frigideira anti aderente com um fio de azeite e deixe aquecer bem. Junte as tiras de frango e deixe-as cozinhar de ambos os lados até que fiquem douradas. Retire.
Para a salada. Com a ajuda de uma faca afiada ou com uma mandolina, corte a couve em juliana fina e coloque-a numa saladeira. Descasque a cenoura e rale-a. Junte à couve. Pique as folhas de hortelã bem fininhas e junte-a aos restantes legumes. Tempere a salada de couve com sumo de limão, azeite e sal a gosto e envolva bem.
Sirva as tirinhas de frango polvilhada com um pouco de coentros frescos picados e acompanhe com a salada de couve, cenoura e hortela. Se preferir sirva também com uns palitos de batata doce no forno ou um pouco de arroz.


Bom Apetite!

Entremeada de Leitão Assada com Tomilho Limão


Das receitas simples e especiais, em que o truque é apenas e só tempo. Tempo para que a carne cozinhe lentamente. Não há cá assados destes feitos com pressa. Ligar o forno antes das 10h da manhã, deixar aquecer bem, colocar a carne previamente temperada e esquecer que a temos por lá, até à hora de almoço. 3 horas depois há um assado que é diferente e especial.
Há coisas que precisam de tempo e paciência. De não termos pressa e de não querermos tudo para ontem. Mesmo sem grandes cuidados, sem grande preocupação e sem grande vigilância o assado perfeito vai-se fazendo. Com tempo.
É talvez porque o domingo é sempre um dia mais relaxado, em minha casa é muitas vezes escolhido para o dia de assado lento, de almoçar devagar, de não ter pressa, de não olhar para o relógio, de não nos sentirmos pressionados por horários e para outras tarefas. Slow food no seu melhor.

Ingredientes para 4 pessoas:

1,5kg de entremeada de leitão (peça inteira com osso)
sal marinho q.b.
tomilho limão q.b.

Preparação:

Com uma faca afiada faça cortes regulares em toda a pele da entremeada - com cerca de 0,5cm de espaço entre os cortes. 
Coloque depois a carne num tabuleiro ou pirex e tempere-a com sal e com o tomilho limão, tendo o cuidado de o colocar entre os cortes na pele da entremeada.
Coloque depois a carne no forno previamente aquecido a 240ºC durante cerca de 30 minutos para ajudar a tostar a pele (o famoso “crackling”). Ao fim de 30 minutos, reduza o forno para cerca de 150ºC e deixe cozinhar mais 2h30 até que a carne fique macia e suculenta, quase a desprender-se sozinha do osso.
Retire do forno, deixe repousar uns minutos e corte-a em pedaços mais pequenos - pode-se guiar pelos cortes que fez na pele da entremeada.
Sirva a carne com puré de maça e uma salada verde ou chips de batata doce no forno. laranja e uma salada.


Bom Apetite!

Fritata de Camarão, Pimento e Alho Francês


Há receitas perfeitas para acabar com as sobras do frigorífico. Seja uma massa, um arroz frito, uma quiche ou até uma fritata.
Neste caso, o alho francês já a começar a ficar murcho, um restinho de conserva de pimento assado e o fundo de uma lata de leite de coco acabaram numa fritata que estava para ser só com camarão. 
O lema de não desperdiçar é sempre mais do que falado por aqui, mas é um tema com o qual me identifico. Abrir o frigorífico, ver se há algo a necessitar de ser consumido rapidamente e tentar incorporar isso no que vou cozinhar, é mais do que comum na maneira como eu - e acredito que muitas outras pessoas - cozinham.
Escrutinar o frigorífico em busca de alimentos que necessitam de ser consumidos em vez de acabarem no caixote do lixo, deveria ser obrigatório. Deixo-vos este desafio para esta semana que hoje começa. Tentarem não desperdiçar e rentabilizarem tudo ao máximo. 
Aqui fica uma simples forma de aproveitar tudo em forma de fritata!

Ingredientes para 2 pessoas:

250g de miolo miúdo de camarão 
azeite q.b.
2 dentes de alho
4 ovos
sal e pimenta q.b.
1 alho francês
100g de tirinhas de pimento assado em conserva (podem usar pimento fresco)
100ml de leite de coco
75g de queijo parmesão ralado

Preparação:

Leve uma frigideira ao lume com os dentes de alho laminados e um fio de azeite. Assim que o alho começar a querer fritar acrescente o alho francês cortado em fatias finas e bem lavado e deixe murchar. Junte depois o pimento e envolva bem. Acrescente os camarões e tempere com um pouco de sal e pimenta. 
Bata os ovos e o leite de coco numa taça e tempere também com um pouco de sal e pimenta.
Assim que o camarão esteja rosado acrescente a mistura de ovos, reduza o lume e tape, deixando cozinhar cerca de 15 minutos até que os ovos comecem a ficar coagulados.
Retire a tampa e coloque por cima o queijo parmesão ralado. 
Coloque depois a frigideira no forno previamente aquecido a 200ºC com Grill para tostar o queijo e acabar de dourar a superfície da fritata.
Retire do forno, desenforme e sirva acompanhado por legumes cozidos ou uma salada verde.


Bom Apetite!

Cheesecake de Mascarpone e Baunilha com Base de Frutos Secos


É comum, principalmente em receitas ligadas ao mundo vegetariano e vegan, ver receitas de cheesecakes em que a base é uma mistura de frutos secos com tâmaras, figos ou passas a adoçar e a ajudar a unir a base. Nunca tinha experimentado - cá em casa os cheesecakes fazem-se normalmente com base de bolacha maria - mas andava curiosa.
O facto de ter necessidade de gastar uns queijos que cá tinha em casa levou-me a querer fazer um cheesecake, e o facto de não ter bolacha maria levou-me finalmente a experimentar as bases de frutos secos.
A combinação não podia ter corrido melhor. Fica realmente saboroso e contraste bem com o recheio e percebe-se porque tem tido tanto sucesso em substituição da tradicional base de bolacha.
E assim, se fez uma sobremesa para aproveitar as sobras do mascarpone e do queijo creme que tinham sobrado de um workshop.
E como se espera calor para o fim de semana, aqui fica a sugestão!

Ingredientes para 6 pessoas:

Base:
75g de amêndoas (usei com pele)
75g de avelãs
75g de sementes de girassol
75g de figos secos

Recheio:
150g de queijo mascarpone
150g de queijo creme (ou quark)
3 collheres de sopa de mel (mal cheias)
1 colher de chá de essência de baunilha

Decoração:
Framboesas e folhas de manjericão

Preparação:

Comece por preparar a base. No robot de cozinha coloque as amêndoas, avelãs, sementes de girassol e os figos e triture bem até obter umas migalhas finas. Coloque esta mistura no fundo de uma tarteira pequena  - ou 6 individuais e pressione bem, de modo a formar a base. Coloque no frigorífico.
Misture depois o mascarpone com o queijo creme, o mel e a baunilha até ficar com uma mistura homogénea e coloque sobre a base anteriormente preparada.
Leve ao frigorífico pelo durante algumas horas, de preferência de um dia para o outro.
Antes de servir desenforme o cheesecake e decore a gosto com as framboesas e as folhas de menjericão.


Bom Apetite! 

Caril de Choco e Ervilhas (Receita também em Video)


Faço caril como comida de conforto. É daquelas receitas sempre à mão, para desenrascar qualquer refeição. Porque se pode fazer caril de quase tudo... Desta vez, as ervilhas biológicas do cabaz da Dona Rosa, que eu e o Zé estivemos a descascar, juntaram-se a umas tiras de choco que tinham vindo cá para casa com a ideia de as preparar fritas... mas a pouca vontade de fazer fritos e as ervilhas frescas trouxeram-me à lembrança o caril, e foi mesmo isso que saiu...
A dica cá de casa é mesmo essa... Muitas vezes, quando estou com pouca inspiração para cozinhados, o caril resolve sempre!
E a receita está em video, para vos inspirar a fazer estas receitas rápidas de todos os dias!



Ingredientes para 2 pessoas:

300g de choco (ou pota) limpa e cortado em tiras
1 cebola picada
2 dentes de alho esmagados
1colher de sopa de óleo de coco (ou outro óleo vegetal)
1 colher de sopa de pó de caril de boa qualidade
100ml de creme de coco
sal e pimenta q.b.
picante a gosto (opcional)
200g de ervilhas frescas ou congeladas

Preparação:

Leve um tacho ou wok ao lume com o óleo e deixe aquecer. Junte a cebola e os dentes de alho esmagados deixe começar a refogar. Junte depois o pó de caril e mexa bem para que as especiarias comecem a libertar o seu aroma. 
Junte depois as ervilhas de coco e retifique de sal e pimenta. Cubra com um pouco de água e deixe levantar fervura. Acrescente o creme de coco e as tiras de choco e deixe cozinhar até que o o choco esteja macio e as ervilhas cozinhadas. Se gostar acrescente agora o picante a gosto. Acompanhe com arroz basmati bem soltinho.


Bom Apetite!

Tirinhas de Vaca com “Salsa” de Ananás e Aromáticas


Hoje comemora-se o Dia Mundial da Hipertensão. E como toda a gente sabe, o consumo excessivo de sal está diretamente ligado à hipertensão. 
Cabe a cada um de nós, nas nossas casas e nas receitas que diariamente preparamos para a nossa família tentar reduzir o seu consumo. E isso não quer dizer comer com menos sabor! E é a conselho da Sociedade Portuguesa da Hipertensão, e das Aromáticas Vivas, que me lançou este desafio que devemos usar ervas aromáticas (e também especiarias) que permitam temperar as nossas refeições e assim reduzirmos a quantidade de sal que usamos - e tantas vezes em excesso....
Como sabem, sou grande fã de ervas aromáticas, e uma das primeiras coisas que tratei no jardim da nova casa, foi ter um pequeno canteiro com aromáticas, que uso quase numa base diária.
Dias como o de hoje servem essencialmente para sensibilizar as pessoas, para informar, e para mostrar como é possível reduzir o consumo de sal sem sacrificar o sabor daquilo que partilhamos na nossa mesa.
E foi esse o desafio que me deixaram. Cozinhar com menos sal e com ervas aromáticas que, para além de ser um benefício para a saúde dá mais sabor (e cor) os pratos. (E a vantagem de as ervas aromáticas da Aromáticas Vivas serem biológicas, e de as poderem transplantar para vasos ou canteiros e de as manterem nos vossos jardins, como é o meu caso!)Tenho um amigo chef de cozinha que diz sempre que, não há “styling” de um prato que não uma melhore com a utilização de ervas aromáticas. Isto para não falar em como enriquece o seu sabor. O que seria da comida alentejana sem coentros ou poejos, de uns pasteis de bacalhau ou saladinha de feijão frade sem salsa, ou de tomate e mozarella fresca sem manjericão....



Ingredientes para 4 pessoas:
600g de bife de Vaca (cortados não muito finos)
3 dentes de alho
Flor de sal q.b.
tomilho-limão
350g de ananás
1 molhinho de coentros frescos
azeite q.b. 
1 malagueta (tipo Chilli)
1 pernada de manjericão fresco

Preparação:

Tempere a carne com os dentes de alho laminados e o tomilho limão e deixe marinar algumas horas - ou de um dia para o outro no frigorífico.
Entretanto prepare a “salsa” de ananás. Descasque o ananás e corte-o em pequenos cubos. Pique a malagueta (pode retirar as sementes) e acrescente ao ananás. Pique depois os coentros e o manjericão fresco e junte-e ao preparado anterior, regando com um pouco de azeite e misturando muito bem. Reserve.
Entretanto grelhe a carne numa chapa ou frigideira anti aderente até que fique cozinhada  a seu gosto. Retire a carne e deixe repousar alguns minutos antes de a cortar em tirinhas.
Coloque a carne já cortada numa travessa e coloque um pouco de flor de sal. Por cima disponha a “salsa” de ananás e sirva de imediato.
Acompanhe com Chips de batata doce no forno, e com uma salada verde.


Bom Apetite! 



“Lasanha” de Courgete com Carne de Porco e Queijo Gouda


Sou e serei sempre uma “home cook”. Ou seja, cozinho apenas para o meu marido, filhos, amigos e família. Não sei grandes técnicas de cozinha, nem receitas muito complicadas. Gosto de experimentar, de “inventar”, de misturar e de fazer coisas mais ou menos diferentes. De variar em ingredientes e combinações. De experimentar cozinhas de outros países, e até de fazer receitas vegetarianas ou vegans ou paleo, ou sem hidratos de carbono. Gosto essencialmente de comida. De pegar e transformar os alimentos, seja para fazer a coisa mais simples deste mundo, como uns ovos mexidos, seja para fazer um bolo em camadas, mesmo que as minhas camadas fiquem tortas, o bolo a parecer a torre de Piza, mas, desde que saiba bem, e tenha bons ingredientes, está perfeito para mim e para os meus.
E é essa “paixão” que gosto de passar, por exemplo, nos meus workshops. Não tem tanto a ver com “aprender” a cozinhar, mas sim em partilhar receitas e bons momentos, dicas e sugestões. Porque eu não tenho nada para ensinar. Mas tenho uma paixão pela cozinha que gosto de partilhar, para poder levar outros a gostarem tanto quanto eu, e deixarem de fazer da cozinha - a cozinha de casa e de todos os dias - um bicho de sete cabeças. É essa a minha pretensão. É assim que se tem feito este caminho de quase 11 anos. De partilha de receitas - seja da avó, de livros, de revistas, de chefs, de cozinheiros, de restaurantes, de invenções... - mas principalmente de partilha pelo gosto de cozinhar. De tornar a cozinha um prazer e não um frete. De mostrar que é mesmo “um modo de amar os outros”.

Ingredientes para 2 pessoas:

2 courgetes não muito grandes
sobras de carne de porco assada previamente desfiada (no meu caso sobras de pulled pork que fiz na slowcooker)
4 fatias de queijo gouda
100 ml de natas ou creme fraiche
azeite q.b.
sal e pimenta q.b.
folhas de mangericão fresco q.b.

Preparação:

Lave as courgetes e corte-as no sentido longitudinal em fatias finas. Tempere depois a courgete em fatias com sal, pimenta e um pouco de azeite e leve-as a grelhar até que fiquem macias. Reserve.
Num tabuleiro que possa ir ao forno e à mesa coloque uma camada de fatias de courgete. Cubra com a carne e por cima da carne disponha metade das fatias de queijo. Cubra com uma mova camada de fatias de courgete grelhada e por cima desta disponha o restante queijo. 
Regue com as natas e coloque umas folhas de mangericão.
Leve ao forno previamente aquecido a 200ºC apenas para gratinar, cerca de 15 a 20 minutos.
Sirva com uma salada verde.


Bom Apetite!

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